segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Pra que serve o Facebook mesmo?


Ontem eu li, na revista exame, um dado que me deixou pasmo: as pessoas gastam cerca de seis vezes mais tempo no Facebook que no Google. Bem, eu uso o google quase como o "HAL", de 2001 - uma odisséia no espaço", de Stanley Kubric. O Google sabe onde está a informação, ou aponta a desinformação. Eu pesquiso tudo, obtenho diversas respostas e escolho a que me parece ser a mais correta - dai porque Google não é HAL, quem decide é o homem, não a máquina. Pesquiso palavras, ortografia, sinônimos, busco imagens de tudo, busco vídeos, me divirto, choro. O Google é vida. No Facebook, eu encontro amigos. Ok, isso é ótimo sempre, mas eu já fazia isso no Orkut, e poderia ter feito isso em qualquer outra rede social. Ocorre que todos preferiram o Facebook. Por que? Minha desconfiança é a seguinte: além da interface muito amigável, principalmente para a faixa etária acima de 35 anos, o que prende essa galera ao Facebook é.. a Fazendinha... falando sério, nada mais explica o tempo gasto em uma rede social ser tão grande senão os joguinhos integrados ao Facebook, games simples e cujo apelo é a interatividade e não gráficos pesados e rápidos demais para a média da minha geração. Nasci em 1970, caro leitor. Portanto, assisti ao engatinhar da internet. Não me pergunte o que fazíamos antes, pois ou não me lembro ou não quero contar.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O Encantador Profissional

Outro dia, assistindo ao impagável "Men of a Certain Age", no 10º episódio, o personagem vivido por Scott Bakula, Terry, um ator que não se deu bem na profissão e que trabalha em um escritório de contabilidade, tem um insight, e diz aos amigos Owen (Andre Braugher), um pai de família às voltas com problemas com o pai e a posição que ocupa em sua revenda de automóveis, e Joe, recém-separado e apostador inverterado (Ray Romano), que a única coisa que sabe fazer direito é ser um "encantador profissional", um cara de que todos gostam, mas talvez não levem tanto a sério... é claaaro que me identifiquei na hora... Terry pergunta, retoricamente: "O que faz da vida um 'encantador profissional'?" e, na cena seguinte, Owen o apresenta à equipe de vendas da revenda de automóveis, como o "novo cara".
É isso, somos melhores ou piores na arte de "encantar aos outros com a nossa presença, convencendo-os de algo". Somos vendedores de nós mesmos. Quando dizemos "ah, não quero me envolver com x", onde x é igual a política, ou o condomínio, ou a diretoria, ou a presidência, ou qualquer outro ambiente que nos exponha e coloque à prova nossa capacidade de negociar, de convencer, de co-mover, dizemos que "não temos o perfil", Ainda assim, somos animais sociais.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O Ópio do Povo


Futebol. Palavra que desperta paixões absurdas, provoca rivalidades incompreensíveis, causa abandono de lares. Quarta-feira e seus rojões, ensurdecedores, mas principalmente chatos. E o fanatismo dos Americanos é o cristianismo, dos árabes é o islão, e do Brasileiro é o futebol. Que é mal jogado, mal escalado, mal resolvido. E todo bom boleiro tem sua fórmula, "se fosse eu, colocaria o Xisto... tá batendo um bolão!!!"Publicar postagem
O fato incontestável é que o futebol tira a atenção de muita gente da própria vida, dos próprios problemas. Sonhar com o futebol, discutir o dinheiro que o jogador ganha, as mulheres que sobram, a pobreza de onde ele veio, as oportunidades de gol que perdeu - é tudo um grande sedativo, um jeitinho de ter menos contato com sua própria vida. E é assim que o ser humano suporta ser, se não é futebol é o crime do dia, se não é a novela. Agora tem a internet, as mensagens e as conexões medindo quão amada a pessoa é, qual o tamanho do seu sex appeal, medidas insólitas para um ser que pode um pouco mais do que isso. Eu sei, eu sou chato pacas, o chato de plantão.

domingo, 1 de agosto de 2010

O Produto Candidato


Não compro. Até voto. Mas não compro. Afinal, um político é um cardume, você acha que está falando com um deles, mas se ele diz "eu" quer dizer "nós", se ele diz "sim" quer dizer "quem sabe", e se diz "não", entenda "depende". Essa é a democracia representativa, aparentemente a melhor das opções políticas inventadas pelo homem, ao menos assim acreditam alguns.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mais Razão e Menos Ração Humana

Assim é a mente publicitária... depois da dieta mágica de Beverly Hills, da dieta da "só carne", da dieta da lua, dos líquidos, da USP, e tantas outras, agora é a vez da dita "Ração Humana", uma mistura de grãos e outras coisas ditas saudáveis que estão invadindo programas de tv, revistas de "saúde" e outros buracos quetais. Impressionante como a mentalidade de manada da classe média ainda enriquece alguns, com suas modas passageiras e superficiais.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O Pequeno Herói dentro de Nós


De repente, todas as séries da tv e filmes que assisti recentemente falam sobre homens de meia idade, suas crises profissionais, amorosas, seus relacionamentos tumultuados com filhos adolescentes. Eu penso que mudei de nicho, estou em outro mercado. Ainda não compro fraldas geriátricas, mas faz tempo que não sei o preço de uma fralda convencional descartável. Se fosse um cara extremamente bem sucedido, provavelmente me inebriaria por propaganda de carros que me deixassem mais jovem e atraente, e gastaria fortunas com home theaters e mais eletrônicos. Porém, sou do tipo subversivo, gosto de desafiar a ordem pré-estabelecida, tenho prazer nisso porque fui criado assim. Destruir a ordem, a velha imagem do cavaleiro errante, o Dom Quixote dentro de cada Bad Boy, cada homem de Marlboro, cada Herói que necessita chegar ao fundo para subir. Me pergunto do que sou feito, e do que são feitos os outros, aqueles que não vivem o mito do herói no seu dia a dia. Dai me dou conta de que não existem "os outros", todo mundo se vê como herói, a nossa TV interna exibe um filme que somente cada um de nós pode ver. Podemos até inferir como seria o filme do outro, mas é só inferência, é só uma suposição que sofre interferência de nosso sistema individual de valores. Todos acreditamos que somos heróis de nossas próprias histórias, personagens poderosos de nosso videoclipe interno.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O Humor do Montador

Filha deixando a infância, fizemos algumas mudanças no seu quarto. Móvel comprado, agendamos com o montador da loja, que viria 7/7, "preferencialmente" no período da manhã . Obviamente, meio dia e nada de montagem. Liguei para o SAC, me garantiram que viriam naquele dia sem falta. 19h e nada de montagem, ligo para o SAC de novo: "só um instante que estou verificando com o meu supervisor... meu supervisor não conseguiu falar com o montador, ok para o senhor dia 8/7?" Eu tento explicar para o atendente que o dia era hoje e não amanhã, que uma pessoa perdeu o dia de trabalho porque ficou esperando que o móvel fosse montado... e peço pelo amor de Deus que ele me garanta que o montador dará prioridade para mim, no dia de amanhã. O atendente diz: "Senhor, não posso garantir o horário que ele estará ai, mas será amanhã sem falta". Hum... então os caras marcam o dia 7/7, pela manhã, não conseguem cumprir, e além de tudo não me garantem que farão o serviço no dia 8/7 com prioridade? E se todos os móveis que eles tiverem para montar dia 8/7 forem em Santana, Limão, Luz, Bom retiro, Mandaqui, Brás, Vila Maria, Vila Guilherme, e somente o móvel da minha filha for fora da rota deles, aqui na Vila Mariana, eles vão vir pra cá primeiro ou por último? Na qualidade do atendimento, quem é priorizado? O Cliente ou a rota logisticamente planejada?
Mas, na verdade, o meu medo era que o SAC resolvesse obrigar o montador a se dirigir a minha casa após as 18:30h, sabe-se lá partindo de onde. Imagino o cara chegando, um dia inteiro sem nada dar certo na sua rota, possivelmente porque a sua agenda tinha mais compromissos do que seria humanamente possível cumprir; imagine o cara com um mal humor do cão, montando o móvel até altas horas... o quanto esse humor comprometeria a qualidade da montagem? Que fique para o dia seguinte...